Os coleguinhas que acompanham meu outro blog sabem que passei janeiro fazendo um curso chamado CELTA, para tirar uma certificação internacional de professora. O curso é difícil, sofrido, exigente e blá blá blá.
Entre as milhares de coisas que nós treinamos, há uma chamada ICQ (Instructions Check Questions) que são basicamente perguntas que são feitas aos alunos (em inglês, claro) para garantir que eles entenderam o que têm que fazer. Por exemplo: "Vocês vão escrever nessa atividade?" "Quanto tempo vocês têm para terminar?" e por aí vai. Parece meio bobo, mas garanto, é su-ces-so. As atividades rendem absurdamente mais quando a gente faz isso.
Só que a certificação é voltada para o ensino de adultos, né? Entretanto, tal qual uma lavagem cerebral, me peguei ontem tendo o seguinte diálogo com a quarta série:
Little monster 1: "Teacher, o livro de inglês ainda não chegou..."
Little monster 2: "Minha mãe disse que só chega na quinta-feira!"
Tia Paula: "Tudo bem, gente, nós só vamos usar o livro na segunda-feira que vem."
Little monster 1: "E o caderno?"
Tia Paula: "Vamos usar o caderno nessa quarta-feira para fazer a capa."
Início de burburinho.
Tia Paula: "Turma, prestem atenção. Vocês têm que trazer o livro nessa quarta-feira?"
Little monsters: "Nããããããão."
Tia Paula: "Vocês têm que trazer o livro segunda-feira que vem?"
Little monsters: "Siiiiiiiiiiiim!"
Instruções checadas. Vamos ver se a técnica funciona com menores de 16 anos também.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Falando sério
Uma colega que trabalha comigo no colégio costuma dizer que o sonho dela é trabalhar numa escola de órfãos. Isso porque alguns anos de experiência já nos ensinaram que o que estraga as crianças são exatamente pais, tios, avós e relacionados.
Ontem, passeando nesse mundão chamado internet, achei esse vídeo - é o trailer de um documentário sobre crianças e consumo:
É pra assistir e querer matar, principalmente a mãe ruiva que diz que compra a comida que o filho manda.
Ontem, passeando nesse mundão chamado internet, achei esse vídeo - é o trailer de um documentário sobre crianças e consumo:
É pra assistir e querer matar, principalmente a mãe ruiva que diz que compra a comida que o filho manda.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Denúncia
Que está cheio de pai e mãe por aí que deveria fazer melhor uso deste produto mostrado no meu outro blog, isso todo mundo já sabe. Mas tem gente que deveria ser esterilizada de vez. Ter o útero arrancado, ser vasectomizado aos 15 anos. Por exemplo, os pais desse garotinho aqui:
Bonitinho, não? Mas vocês leram a legenda? Sim, ele se chama Adolph Hitler e virou notícia porque uma confeitaria se recusou a escrever "Happy Birthday Adolph Hitler" no seu bolo de aniversário. Podia ser pior? Claro, a irmãzinha dele se chama Aryan Nation. Obviamente isso já seria motivo suficiente para mandar o brilhante casal que batizou essas duas crianças para um campo de concentração de pais sem noção, mas outras questões importantes foram levantadas pelos leitores do site de onde tirei a notícia:
a) Que tipo de gente escreve o nome inteiro da criança num bolo, afinal? Tipo "Felicidades, João da Silva"?
b) O coitadinho tem três anos e usa mullets. Se isso não é abuso infantil, eu não sei mais o que é.
Bonitinho, não? Mas vocês leram a legenda? Sim, ele se chama Adolph Hitler e virou notícia porque uma confeitaria se recusou a escrever "Happy Birthday Adolph Hitler" no seu bolo de aniversário. Podia ser pior? Claro, a irmãzinha dele se chama Aryan Nation. Obviamente isso já seria motivo suficiente para mandar o brilhante casal que batizou essas duas crianças para um campo de concentração de pais sem noção, mas outras questões importantes foram levantadas pelos leitores do site de onde tirei a notícia:a) Que tipo de gente escreve o nome inteiro da criança num bolo, afinal? Tipo "Felicidades, João da Silva"?
b) O coitadinho tem três anos e usa mullets. Se isso não é abuso infantil, eu não sei mais o que é.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Tia Paula vai à dinâmica
Todo mundo que já procurou emprego alguma vez nessa vida deve ter passado pela famigerada "dinâmica de grupo". As dinâmicas podem variar de acordo com o cargo, mas acho que numa coisa todas se parecem: são um pé no saco. Isso quando não fazem o indivíduo se sentir com cinco anos de idade.
E aí Tia Paula hoje foi a um destes maravilhosos eventos da vida corporativa. O cargo: professora de inglês para crianças em uma escola famosa especializada em petizes.
Havia cerca de trinta pessoas, das quais só três homens (oi, professor de criança é profissão de vi-a-do - sem preconceitos, beijos). Entre os três caras tinha um chamado Raoni - uma bichinha que teve a cara de pau de dizer que Raoni significa tigre em Tupi (alguém me explica como os índios deram nome para um bicho que eles não conheciam? É como a pessoa dizer que se chama Estramolofifa e que isso significa "sol escaldante" em língua esquimó). E, sim, todo mundo riu do mocinho delicado dizendo que seu nome significa "tigre". Foi um tanto constrangedor.
Nos avaliando, três moças sorridentes, coordenadoras de filiais diferentes. A tarefa era criar um cartaz com desenhos e colagens que nos representassem. Para isso tínhamos 20 minutos. Em seguida, todo mundo tinha que explicar sua "obra de arte."
Primeiro: eu sou uma pessoa caótica. Vinte minutos para me representar numa colagem? Sério? E me estapear com outras 29 pessoas por um estojo de canetinhas definitivamente não estava nos meus planos nesta manhã. Enfim, fiz, aos trancos e barrancos, algo que quase poderia ser considerado compreensível. Mas foi na hora da explicação que eu achei que não sobreviveria.
As apresentações foram em ordem alfabética. Considerando que meu nome começa com P e não havia nenhuma Priscila, Tatiana, Vanessa ou Wilma no recinto, sim, eu fui a última a apresentar. Passei quase uma hora ouvindo gente mostrando cartazinhos e dizendo que "adora música, bichos, crianças, literatura e odeia falsidade." Vinte e nove vezes. Eu contei. Cada um que se levantava era um pedaço da minha paciência que se esvaía. Minha única preocupação era que ela acabasse antes de chegar a minha vez.
As coordenadoras prestavam a maior atenção e anotavam tudo. Não que fosse alguma novidade. Elas esperavam o que, por acaso?
"Meu nome é Mariazinha, tenho 25 anos, gosto de vodca, cigarro e sexo sem compromisso. Odeio acordar cedo. Sou depressiva, bipolar e tenho dificuldades de relacionamento. Também não gosto muito de crianças não, só estou aqui porque tenho uma dívida de jogo imensa e preciso pagá-la antes que meu corpo amanheça boiando no Tietê"
Sinceridade é o futuro do mercado de trabalho.
E aí Tia Paula hoje foi a um destes maravilhosos eventos da vida corporativa. O cargo: professora de inglês para crianças em uma escola famosa especializada em petizes.
Havia cerca de trinta pessoas, das quais só três homens (oi, professor de criança é profissão de vi-a-do - sem preconceitos, beijos). Entre os três caras tinha um chamado Raoni - uma bichinha que teve a cara de pau de dizer que Raoni significa tigre em Tupi (alguém me explica como os índios deram nome para um bicho que eles não conheciam? É como a pessoa dizer que se chama Estramolofifa e que isso significa "sol escaldante" em língua esquimó). E, sim, todo mundo riu do mocinho delicado dizendo que seu nome significa "tigre". Foi um tanto constrangedor.
Nos avaliando, três moças sorridentes, coordenadoras de filiais diferentes. A tarefa era criar um cartaz com desenhos e colagens que nos representassem. Para isso tínhamos 20 minutos. Em seguida, todo mundo tinha que explicar sua "obra de arte."
Primeiro: eu sou uma pessoa caótica. Vinte minutos para me representar numa colagem? Sério? E me estapear com outras 29 pessoas por um estojo de canetinhas definitivamente não estava nos meus planos nesta manhã. Enfim, fiz, aos trancos e barrancos, algo que quase poderia ser considerado compreensível. Mas foi na hora da explicação que eu achei que não sobreviveria.
As apresentações foram em ordem alfabética. Considerando que meu nome começa com P e não havia nenhuma Priscila, Tatiana, Vanessa ou Wilma no recinto, sim, eu fui a última a apresentar. Passei quase uma hora ouvindo gente mostrando cartazinhos e dizendo que "adora música, bichos, crianças, literatura e odeia falsidade." Vinte e nove vezes. Eu contei. Cada um que se levantava era um pedaço da minha paciência que se esvaía. Minha única preocupação era que ela acabasse antes de chegar a minha vez.
As coordenadoras prestavam a maior atenção e anotavam tudo. Não que fosse alguma novidade. Elas esperavam o que, por acaso?
"Meu nome é Mariazinha, tenho 25 anos, gosto de vodca, cigarro e sexo sem compromisso. Odeio acordar cedo. Sou depressiva, bipolar e tenho dificuldades de relacionamento. Também não gosto muito de crianças não, só estou aqui porque tenho uma dívida de jogo imensa e preciso pagá-la antes que meu corpo amanheça boiando no Tietê"
Sinceridade é o futuro do mercado de trabalho.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
As vezes vale a pena
Momento ternura:
A petiz me entrega um bilhetinho depois da prova. No dito cujo, um acróstico. Já sabem, né? Acróstico é aquele treco que tia velha e criança adora, que é fazer poeminhas começando cada verso com as letras de uma palavra. O meu era:
P erfeita
A legre
U ltra legal
L inda
A miga
Olha, gente, quando você tem nove anos fazer um acróstico com U deve dar um certo trabalho. Achei fofo.
Momento humor:
Dois pequenos discutindo. Um vira para o outro e diz:
"Você se acha a última bolacha do pacote, né? A última bolacha do pacote tá sempre esfarelada!!"
De vez em quando acontecem umas coisas e eu quase acho que vale a pena.
A petiz me entrega um bilhetinho depois da prova. No dito cujo, um acróstico. Já sabem, né? Acróstico é aquele treco que tia velha e criança adora, que é fazer poeminhas começando cada verso com as letras de uma palavra. O meu era:
P erfeita
A legre
U ltra legal
L inda
A miga
Olha, gente, quando você tem nove anos fazer um acróstico com U deve dar um certo trabalho. Achei fofo.
Momento humor:
Dois pequenos discutindo. Um vira para o outro e diz:
"Você se acha a última bolacha do pacote, né? A última bolacha do pacote tá sempre esfarelada!!"
De vez em quando acontecem umas coisas e eu quase acho que vale a pena.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Roupa suja se lava no blog
Desculpem a insistência no assunto, mas repito a analogia - é como fim de namoro. Tem que falar para exorcizar.
O que foi alegado no momento da minha demissão:
- Os alunos e os pais vinham reclamando de mim.
Admito, eu andava um cu, pelos motivos citados no post abaixo. Mas se a as relamações eram tantas a ponto de motivar minha demissão, como é que eu só fui informada delas ali naquela hora, quando o alçapão da forca já tinha sido puxado e eu não podia fazer mais nada? Como é que não foi me dada a chance de tentar mudar minha atitude?
- Eu tinha dito uma coisa (que ela não lembrava qual era) que a tinha deixado chocada (a coordenadora) e a fez questionar minha capacidade de professora.
Ok. Você não lembra. Então obviamente deve ter sido algo muito relevante. Fora isso, você é minha chefe. Se eu disse algo que a chocou por que você não me confrontou naquela hora e me fez ver que era um absurdo? Você tem todo direito de fazer isso, mas como você não se lembra do que era eu posso simplesmente argumentar que era um idiotice e que você está procurando motivos para justificar meu enforcamento ordenado pelo chefão-mor.
- Eu não estava fazendo as provas de acordo com as diretrizes do colégio.
Eu estava. E ao pedir para que ela pegasse as provas para ver, ela não quis. Não quis porque as dela e as de outros professores queridinhos é que não são feitas de acordo com as diretrizes.
Definitivamente não dá. Não dá para levar a sério um colégio que dá ouvidos a reclamação de aluno de colegial noturno, que é um bando de semi alfabetizados que passa a aula inteira de costas para o professor jogando bolinha de papel. E não é só comigo. Com todo mundo.
Não dá para levar a sério um colégio no qual todo mundo passa de ano, no qual a coordenadora tem medo dos pais dos alunos e no qual a oitava série pode fazer o que quiser (inclusive rasgar material de colegas) e sair impune.
Não dá pra levar a sério um colégio no qual a moça da editoração apita mais que os coordenadores (não é preconceito, mas cada um no seu quadrado, né?)
Não dá pra levar a sério um colégio no qual professores absolutamente irresponsáveis continuam trabalhando porque são amigos do chefão.
Eu sei que este post parece mágoa de caboclo pela demissão, mas garanto que não é. É só algo que eu via desde que comecei a trabalhar lá mas por questões éticas não colocava aqui (porque sei que alguns professores de lá lêem o blog). Agora que me mandaram embora, que se danem. Tô lavando roupa suja aqui mesmo.
O que foi alegado no momento da minha demissão:
- Os alunos e os pais vinham reclamando de mim.
Admito, eu andava um cu, pelos motivos citados no post abaixo. Mas se a as relamações eram tantas a ponto de motivar minha demissão, como é que eu só fui informada delas ali naquela hora, quando o alçapão da forca já tinha sido puxado e eu não podia fazer mais nada? Como é que não foi me dada a chance de tentar mudar minha atitude?
- Eu tinha dito uma coisa (que ela não lembrava qual era) que a tinha deixado chocada (a coordenadora) e a fez questionar minha capacidade de professora.
Ok. Você não lembra. Então obviamente deve ter sido algo muito relevante. Fora isso, você é minha chefe. Se eu disse algo que a chocou por que você não me confrontou naquela hora e me fez ver que era um absurdo? Você tem todo direito de fazer isso, mas como você não se lembra do que era eu posso simplesmente argumentar que era um idiotice e que você está procurando motivos para justificar meu enforcamento ordenado pelo chefão-mor.
- Eu não estava fazendo as provas de acordo com as diretrizes do colégio.
Eu estava. E ao pedir para que ela pegasse as provas para ver, ela não quis. Não quis porque as dela e as de outros professores queridinhos é que não são feitas de acordo com as diretrizes.
Definitivamente não dá. Não dá para levar a sério um colégio que dá ouvidos a reclamação de aluno de colegial noturno, que é um bando de semi alfabetizados que passa a aula inteira de costas para o professor jogando bolinha de papel. E não é só comigo. Com todo mundo.
Não dá para levar a sério um colégio no qual todo mundo passa de ano, no qual a coordenadora tem medo dos pais dos alunos e no qual a oitava série pode fazer o que quiser (inclusive rasgar material de colegas) e sair impune.
Não dá pra levar a sério um colégio no qual a moça da editoração apita mais que os coordenadores (não é preconceito, mas cada um no seu quadrado, né?)
Não dá pra levar a sério um colégio no qual professores absolutamente irresponsáveis continuam trabalhando porque são amigos do chefão.
Eu sei que este post parece mágoa de caboclo pela demissão, mas garanto que não é. É só algo que eu via desde que comecei a trabalhar lá mas por questões éticas não colocava aqui (porque sei que alguns professores de lá lêem o blog). Agora que me mandaram embora, que se danem. Tô lavando roupa suja aqui mesmo.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Fui mandada embora de um dos meus três trabalhos. Foi péssimo porque não existe essa coisa de "vamos mandar a pessoa embora mas que ela não saia daqui se sentindo uma loser completa." Eu me senti uma loser completa. Principalmente porque o discurso ficou parecido com aqueles de namorado que você não agüenta mais - você começa a desenterrar picuinhas de mil novencentos e trilili e procurar motivos para dar um fim naquilo quando na verdade só há um motivo: já deu.
Já tinha dado desde o meio do ano. Eu não me dava bem com vários alunos. Eu estava de saco cheio da falta de profissionalismo de certas pessoas e de viajar muitos quilômetros e de ter que dormir fora da minha casa uma vez por semana. Eu não dormia mais direito de domingo para segunda (dia das minhas aulas lá). E eu ganhava mal para agüentar tanta encheção. Isso, obviamente, se refletiu no meu trabalho. Que esse ano, admito, foi feito nas coxas.
Ser demitida e ter que ouvir que é porque eu sou uma merda de professora doeu. Mas naquele contexto era verdade e eu não serei hipócrita de colocar a culpa nos outros. O jeito é tocar pra frente e esperar ter aprendido alguma coisa com isso. No fundo, foi como levar um pé na bunda de um namorado ruim - na hora dói, mas logo a gente percebe que foi melhor assim.
A boa notícia é que o blog voltará a ser público já que eu não trabalho mais lá! Eba!
Já tinha dado desde o meio do ano. Eu não me dava bem com vários alunos. Eu estava de saco cheio da falta de profissionalismo de certas pessoas e de viajar muitos quilômetros e de ter que dormir fora da minha casa uma vez por semana. Eu não dormia mais direito de domingo para segunda (dia das minhas aulas lá). E eu ganhava mal para agüentar tanta encheção. Isso, obviamente, se refletiu no meu trabalho. Que esse ano, admito, foi feito nas coxas.
Ser demitida e ter que ouvir que é porque eu sou uma merda de professora doeu. Mas naquele contexto era verdade e eu não serei hipócrita de colocar a culpa nos outros. O jeito é tocar pra frente e esperar ter aprendido alguma coisa com isso. No fundo, foi como levar um pé na bunda de um namorado ruim - na hora dói, mas logo a gente percebe que foi melhor assim.
A boa notícia é que o blog voltará a ser público já que eu não trabalho mais lá! Eba!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Genialidade
Em dez anos de magistério eu achei que já tinha tido provas suficientes de que essa história de que não existe gente burra é balela. Entretanto, de vez em quando acontece alguma coisa para renovar a minha total falta de fé na humanidade.
A prova de redação continha um texto sobre o selo procel. Quando foi instituído, para que serve, que tipo de aparelho o recebe e blá blá blá. A proposta pedia que o aluno elaborasse um texto DISSERTATIVO sobre responsabilidade social voltada para a preservação do meio ambiente incluindo aí economia de energia elétrica.
Mas propostas são para losers. Pessoas verdadeiramente criativas fazem suas próprias propostas. E eis que a futura cadeira da ABL "produz" o seguinte texto:
"O SELO PROCEL DE ECONOMIA DE ENERGIA ou simplesmente Selo Procel, foi instituído por Decreto Presidencial em 8 de dezembro de 1993. É um produto desenvolvido e concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica - Procel, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia – MME, com sua Secretaria-Executiva mantida pelas Centrais Elétricas Brasileiras S.A – Eletrobrás.
O Selo Procel tem por objetivo orientar o consumidor no ato da compra, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando assim economia na sua conta de energia elétrica. Também estimula a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e a preservação do meio ambiente.
No processo de concessão do Selo Procel, a Eletrobrás conta com a parceria do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro, executor do Programa Brasileiro de Etiquetagem-PBE, cujo principal produto é a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia –ENCE, sendo também a Eletrobrás, parceira do Inmetro no desenvolvimento do PBE. Normalmente, os produtos contemplados com o Selo Procel são caracterizados pela faixa “A” da ENCE."
(Caso alguém não tenha percebido, isso É o texto de apoio. A gênio copiou).
E conclui assim: "Eu acho que o selo procel é muito bom porque ajuda as pessoas a economizar energia."
É com pesar que informo que esta pessoa encontra-se atualmente matriculada na oitava série de um colégio particular. E vai passar de ano.
A prova de redação continha um texto sobre o selo procel. Quando foi instituído, para que serve, que tipo de aparelho o recebe e blá blá blá. A proposta pedia que o aluno elaborasse um texto DISSERTATIVO sobre responsabilidade social voltada para a preservação do meio ambiente incluindo aí economia de energia elétrica.
Mas propostas são para losers. Pessoas verdadeiramente criativas fazem suas próprias propostas. E eis que a futura cadeira da ABL "produz" o seguinte texto:
"O SELO PROCEL DE ECONOMIA DE ENERGIA ou simplesmente Selo Procel, foi instituído por Decreto Presidencial em 8 de dezembro de 1993. É um produto desenvolvido e concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica - Procel, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia – MME, com sua Secretaria-Executiva mantida pelas Centrais Elétricas Brasileiras S.A – Eletrobrás.
O Selo Procel tem por objetivo orientar o consumidor no ato da compra, indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando assim economia na sua conta de energia elétrica. Também estimula a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e a preservação do meio ambiente.
No processo de concessão do Selo Procel, a Eletrobrás conta com a parceria do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro, executor do Programa Brasileiro de Etiquetagem-PBE, cujo principal produto é a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia –ENCE, sendo também a Eletrobrás, parceira do Inmetro no desenvolvimento do PBE. Normalmente, os produtos contemplados com o Selo Procel são caracterizados pela faixa “A” da ENCE."
(Caso alguém não tenha percebido, isso É o texto de apoio. A gênio copiou).
E conclui assim: "Eu acho que o selo procel é muito bom porque ajuda as pessoas a economizar energia."
É com pesar que informo que esta pessoa encontra-se atualmente matriculada na oitava série de um colégio particular. E vai passar de ano.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Novembrite
A novembrite é uma doença de causas ainda desconhecidas que ataca principalmente crianças e adolescentes em idade escolar. Uma vez que professores também têm apresentado sintomas semelhantes, os pesquisadores investigam se a doença não seria transmitida por vias respiratórias, portanto facilmente propagável em ambientes cheios e fechados como salas de aula. Recebeu este nome devido à sua incidência nos últimos meses o calendário escolar, sendo notada já a partir da segunda metade de outubro e se espalhando rapidamente, a ponto de deixar poucos ilesos após o feriado de 15 de novembro.
Os sintomas da novembrite variam de acordo com a idade dos afetados. Em crianças e adolescentes ela caracteriza-se por falta de concentração, sono incontrolável, desleixo material e pessoal - falta de livros, lápis e as vezes banhos. Verifica-se também um aumento sensível na frequência de palavrões e brigas em sala de aula, fato que colabora para o agravamento dos sintomas observados em adultos. Estes são: apatia, tremedeira, irritação constante, queda de cabelo, falta de apetite e de voz.
Embora pesquisas venham sendo feitas nesse sentido, ainda não há cura para a novembrite. Felizmente não há registros de mortes causadas pela doença (o caso do professor atingido por uma cadeira durante uma explicação sobre as leis de Newton ainda está sob investigação). Além disso, a novembrite é claramente sazonal e parece desaparecer assim que são concluídas as últimas recuperações, o que costuma acontecer antes da metade de dezembro.
Aparentemente a única maneira de evitar a novembrite é manter distância de escolas, matinês, shopping centers ou qualquer outro lugar onde se aglomerem adolescentes. Caso isso não seja possível, recomenda-se para os adultos o consumo de antidepressivos ou álcool em quantidade moderada para fins de relaxamento. Quanto aos alunos, ainda não foram encontrados tratamentos mais eficientes que um bom puxão de orelha e um mês sem o playstation.
Os sintomas da novembrite variam de acordo com a idade dos afetados. Em crianças e adolescentes ela caracteriza-se por falta de concentração, sono incontrolável, desleixo material e pessoal - falta de livros, lápis e as vezes banhos. Verifica-se também um aumento sensível na frequência de palavrões e brigas em sala de aula, fato que colabora para o agravamento dos sintomas observados em adultos. Estes são: apatia, tremedeira, irritação constante, queda de cabelo, falta de apetite e de voz.
Embora pesquisas venham sendo feitas nesse sentido, ainda não há cura para a novembrite. Felizmente não há registros de mortes causadas pela doença (o caso do professor atingido por uma cadeira durante uma explicação sobre as leis de Newton ainda está sob investigação). Além disso, a novembrite é claramente sazonal e parece desaparecer assim que são concluídas as últimas recuperações, o que costuma acontecer antes da metade de dezembro.
Aparentemente a única maneira de evitar a novembrite é manter distância de escolas, matinês, shopping centers ou qualquer outro lugar onde se aglomerem adolescentes. Caso isso não seja possível, recomenda-se para os adultos o consumo de antidepressivos ou álcool em quantidade moderada para fins de relaxamento. Quanto aos alunos, ainda não foram encontrados tratamentos mais eficientes que um bom puxão de orelha e um mês sem o playstation.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Eu tenho um aluno particular que, toda vez que precisa dizer a palavra "funny", acaba pronunciando "fanny". E não adianta eu corrigi-lo. Não adianta explicar para ele que "fanny" é a versão inglesa ligeiramente chula para aquela parte que só meninas têm. Para ele todas as festas e todos os finais de semana são "fanny".
E aí eu lembro que estou reaprendendo a dirigir e que por mais que o intrutor me lembre eu SEMPRE esqueço de soltar o freio de mão quando vou sair.
Cada um com seu talento, não?
E aí eu lembro que estou reaprendendo a dirigir e que por mais que o intrutor me lembre eu SEMPRE esqueço de soltar o freio de mão quando vou sair.
Cada um com seu talento, não?
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Filhotes de coruja
Dos muitos livros que eu li quando criança (oi, eu era nerd desde pequena), os três preferidos, de longe, eram Alice no país das maravilhas (ainda não superado como número um), Reinações de Narizinho e As fábulas de Esopo. Adoro fábulas até hoje, essa coisa de bichos falantes, da liçãozinha de moral tão óbvia no final. Me divirto horrores. E, lendo um comentário do tio Xavier, não pude deixar de lembrar da fábula da coruja e da águia.
O tio diz que para criar inimizade com uma mãe basta dizer que o filho dela tem um "problema", qualquer que seja. Filhos são perfeitos. E até eu, que não fui e nem pretendo ser agraciada com a "dádiva" da maternidade, aprendi isso a duras penas em reuniões de pais e recados trocados em agendas.
O menino obeso é apelidado de "Nhonho". A mãe, revoltada, escreve um bilhete exigindo providências. No lanche, continua mandando refrigerante a batata frita. A garota faz fofoca, ri dos colegas, mente. Acaba excluída pelos outros alunos. A mãe acha que a escola tem obrigação de forçar as crianças a se relacionar com ela. Podemos dizer "mãe, sua filha é uma cobrinha peçonhenta. Terá um futuro brilhante na área corporativa, mas no quesito 'fazer amizade' não vai rolar"? Não, não podemos.
Que cegueira misteriosa será essa que atinge as mães? Afetará todas, sem exceção? Terá cura? Não sei não, mas desconfio que basta uma mulher parir para se tornar uma completa idiota*.
*E incluo nessa categoria Dona Neide, que há quase trinta anos me acha a pessoa mais sensacional do planeta.
O tio diz que para criar inimizade com uma mãe basta dizer que o filho dela tem um "problema", qualquer que seja. Filhos são perfeitos. E até eu, que não fui e nem pretendo ser agraciada com a "dádiva" da maternidade, aprendi isso a duras penas em reuniões de pais e recados trocados em agendas.
O menino obeso é apelidado de "Nhonho". A mãe, revoltada, escreve um bilhete exigindo providências. No lanche, continua mandando refrigerante a batata frita. A garota faz fofoca, ri dos colegas, mente. Acaba excluída pelos outros alunos. A mãe acha que a escola tem obrigação de forçar as crianças a se relacionar com ela. Podemos dizer "mãe, sua filha é uma cobrinha peçonhenta. Terá um futuro brilhante na área corporativa, mas no quesito 'fazer amizade' não vai rolar"? Não, não podemos.
Que cegueira misteriosa será essa que atinge as mães? Afetará todas, sem exceção? Terá cura? Não sei não, mas desconfio que basta uma mulher parir para se tornar uma completa idiota*.
*E incluo nessa categoria Dona Neide, que há quase trinta anos me acha a pessoa mais sensacional do planeta.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Pópópópó pópópópó
Estou sossegada ouvindo um Portishead e corrigindo alguns exercícios pra nota do ensino médio. No meio das folhas de fichário da Pucca e de caderno arrancadas, dou de cara com uma folha xerocada. Na minha inocência me pergunto por que raios a criatura teria feito os exercícios e xerocado depois, mas por via das dúvidas vou vasculhar a pilha dos corrigidos. Lá está, num lindo papel cor de rosa, o original, com o nome de outra aluna.
Isso, criançada. A gênia simplesmente tirou cópia dos exercícios da outra, com a letra da outra, tomando o cuidado, claro, de cobrir o nome e por cima colocar o seu. Xerox, gente! Se tivesse copiado em outra folha com a própria letra eu NUNCA ia saber, mas XEROX!
A cara de pau (ou a burrice) não tem limite. E a fé na cara de palhaça da professora menos ainda.
Isso, criançada. A gênia simplesmente tirou cópia dos exercícios da outra, com a letra da outra, tomando o cuidado, claro, de cobrir o nome e por cima colocar o seu. Xerox, gente! Se tivesse copiado em outra folha com a própria letra eu NUNCA ia saber, mas XEROX!
A cara de pau (ou a burrice) não tem limite. E a fé na cara de palhaça da professora menos ainda.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
No colégio 1 temos dois irmão, gêmeos, com problemas muito sérios de aprendizagem. Repetiram a quinta série ano passado e, aos catorze anos, iam repetir mais uma vez. Comunicada disso, a mãe decidiu tirá-los do colégio e colocá-los em uma escola pública. Lá, ficou sabendo que, pela idade deles, os meninos não poderiam frequentar o curso regular, tendo que fazer o supletivo noturno, coisa impensável visto que os dois não têm maturidade nenhuma. Aos catorze anos são crianças, colecionam figurinhas do Pokemon, ou seja precisam realmente de acompanhamento psicológico. Com isso, sabem o que a mãe fez? Simplesmente parou de mandar os filhos para a escola! Há dois meses eles não apareciam no colégio e tampouco foram transferidos para qualquer outro lugar. Ciente de que poderia ser responsabilizada por isso pela diretoria de ensino, a coordenação da escola procurou a mãe e fez com que os garotos voltassem.
Agora eles estão lá. Não fizeram provas, perderam dois meses de aula e obviamente não têm a menor condição de passar de ano. A mãe pode perder a guarda dos meninos (que são adotados) por ter negado a eles o direito de estudar e o colégio pode ser acusado de omissão. E estamos falando de gente que, ao menos ao que parece, financeiramente teria total condição de ajudar esses garotos.
Dá raiva. Vontade de bater na cara dessa mãe e perguntar: "Você é retardada? É idiota? Não percebe que tem alguma coisa errada com os seus filhos? Não entendeu ainda que a escola já fez tudo que podia por eles?"
Essa pelo menos pode mesmo ter a "licença de mãe" cassada. Mas aí a gente faz o que com quem não tem culpa nenhuma disso?
Agora eles estão lá. Não fizeram provas, perderam dois meses de aula e obviamente não têm a menor condição de passar de ano. A mãe pode perder a guarda dos meninos (que são adotados) por ter negado a eles o direito de estudar e o colégio pode ser acusado de omissão. E estamos falando de gente que, ao menos ao que parece, financeiramente teria total condição de ajudar esses garotos.
Dá raiva. Vontade de bater na cara dessa mãe e perguntar: "Você é retardada? É idiota? Não percebe que tem alguma coisa errada com os seus filhos? Não entendeu ainda que a escola já fez tudo que podia por eles?"
Essa pelo menos pode mesmo ter a "licença de mãe" cassada. Mas aí a gente faz o que com quem não tem culpa nenhuma disso?
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Todo mundo gosta de fofoca. Falar da vida dos outros é uma maneira de perceber que a vida da gente, no fundo, não é tão ruim. Mas se tem uma coisa que ainda me choca (oi, eu sou inocente) é aquela fofoca maldosa, gratuita, que tem como único objetivo tombar alguém.
Hoje, na sala dos professores, falava-se de uns cursos de reciclagem que a direção estava promovendo aos sábados para os funcionários. A professora de física comentou que tinha ido e achado bem fraco, que nos cursos de exatas eles tiveram que resolver exercícios bem idiotas mas que ainda assim alguns professores não tinham conseguido. Deu o sinal, ela saiu, as outras ficaram. E aí uma delas comentou: "É, as meninas do segundo andar (o Fundamental I) foram nesses cursos mas eu nem me interessei. Só sei que elas voltaram falando que tinha sido difícil...."
Agora eu pergunto: precisava? A própria que estava lá se absteve de apontar as burras da história. O que a outra, que nem sabia do que se tratava, tinha que fazer um comentário desse tipo? E ainda depois que a outra saiu, para poder falar a vontade sem ter quem confirmasse.
Gente assim tem que se foder muito na vida, viu...
Hoje, na sala dos professores, falava-se de uns cursos de reciclagem que a direção estava promovendo aos sábados para os funcionários. A professora de física comentou que tinha ido e achado bem fraco, que nos cursos de exatas eles tiveram que resolver exercícios bem idiotas mas que ainda assim alguns professores não tinham conseguido. Deu o sinal, ela saiu, as outras ficaram. E aí uma delas comentou: "É, as meninas do segundo andar (o Fundamental I) foram nesses cursos mas eu nem me interessei. Só sei que elas voltaram falando que tinha sido difícil...."
Agora eu pergunto: precisava? A própria que estava lá se absteve de apontar as burras da história. O que a outra, que nem sabia do que se tratava, tinha que fazer um comentário desse tipo? E ainda depois que a outra saiu, para poder falar a vontade sem ter quem confirmasse.
Gente assim tem que se foder muito na vida, viu...
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Psicologia de c... é r...
O coordenador disciplinar entra na sala da sexta série para dar uma bronca generalizada por conta da bagunça. Ao fim da preleção, lindinha pede para ir ao banheiro. Ele olha o relógio e conclui: "Faltam dez minutos para o fim da aula. Você agüenta."
Assim que coordenador dá as costas lindinha levanta os dois dedos médios na direção dele. Na minha frente.
Algum psicólogo de plantão sugere aos pais outra solução que não envolva quebrar os dentes da lindinha?
Assim que coordenador dá as costas lindinha levanta os dois dedos médios na direção dele. Na minha frente.
Algum psicólogo de plantão sugere aos pais outra solução que não envolva quebrar os dentes da lindinha?
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Futura humorista
Moleque da quarta série mal humoradíssimo fazendo recuperação na sala da coordenadora. Bufa a cada cinco segundos, olha o horizonte, cutuca o nariz mas fazer a prova que é bom, necas. Auxiliar que acompanhava a cena aponta para ele e comenta, bem alto, na minha direção:
"Aí, ó, e ainda diz que vai para a quinta série..."
"Vou mesmo!" Retruca o malinha. Colega dele, que estava por ali pegando uns livros completa:
"Só se for em 2010, né, porque pra 2009 já não deu..."
Sei lá, mas sinto que a menina tem futuro no humor.
"Aí, ó, e ainda diz que vai para a quinta série..."
"Vou mesmo!" Retruca o malinha. Colega dele, que estava por ali pegando uns livros completa:
"Só se for em 2010, né, porque pra 2009 já não deu..."
Sei lá, mas sinto que a menina tem futuro no humor.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Parabéns pra mim, oi!
Tia Paula analisa seus presentes de dia dos professores:
- Sabonetinhos da Natura. (Taí, mães, presentinho barato e que sempre agrada. Nada de anjinhos, velas e cachorros de biscuit, ok?)
- Trufinhas da Cacau Show. (Podiam ser da Kopenhagen, mas a crise, a bolsa, eu entendo...)
- Toalhinhas bordadas. (Sempre úteis e simpáticas)
- Pulseiras de miçangas coloridas confeccionadas pela própria petiz. (Ok, ok, valeu a intenção. Próximo.)
- Porta batom pink, daqueles com espelhinho dentro. (Oi, alguém com menos de 70 anos ainda usa isso?)
- Chaveiro de bonequinha de pano. (Fofinho, mas inadequado para alguém com mais de 10 anos.)
- E o gran finale: uma caneta - relógio - lanterna - mira laser. Quem acha que a mãe pegou escondido do escritório e enfiou num saquinho levanta a mão.
- Sabonetinhos da Natura. (Taí, mães, presentinho barato e que sempre agrada. Nada de anjinhos, velas e cachorros de biscuit, ok?)
- Trufinhas da Cacau Show. (Podiam ser da Kopenhagen, mas a crise, a bolsa, eu entendo...)
- Toalhinhas bordadas. (Sempre úteis e simpáticas)
- Pulseiras de miçangas coloridas confeccionadas pela própria petiz. (Ok, ok, valeu a intenção. Próximo.)
- Porta batom pink, daqueles com espelhinho dentro. (Oi, alguém com menos de 70 anos ainda usa isso?)
- Chaveiro de bonequinha de pano. (Fofinho, mas inadequado para alguém com mais de 10 anos.)
- E o gran finale: uma caneta - relógio - lanterna - mira laser. Quem acha que a mãe pegou escondido do escritório e enfiou num saquinho levanta a mão.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
A meia noite levarei sua alma
Teve feira cultural no colégio de novo. Ao contrário do ano passado, dessa vez resolvi fazer a coisa o mais light possível, não me meti a fazer tudo sozinha e larguei as tarefas na mão dos alunos. Vejam bem, eu só pude fazer isso porque meu grupo era composto por uma molecada fofa, inteligente e pró ativa (ai, eu odeio essa palavra, mas serve bem no caso).
Nossa apresentação era sobre a história do cinema. Qual a maneira mais simples de fazer isso? Montamos uma salinha de projeção simulando uma sala de cinema mesmo, com pipoca, bilheteria e pôsteres. O filme em quastão seria um apanhado com cenas de filmes famosos organizada por um dos alunos, um garoto de 12 anos que discute Almodóvar comigo.
Eu moro a cerca de 150 km de distância da escola, e por isso apareço lá uma vez por semana e só. Uma semana antes pedi para ver o filme e ele me disse que ainda não estava pronto. Só consegui vê-lo na véspera da apresentação, e aí descobri que a obra prima começa assim:
Depois ainda tinha O Exorcista com direito a Regan rodando a cabeça e tudo. Levando em consideração que estamos falando de uma feira cultural de escola, os coleguinhas podem imaginar a apreensão de tia Paula diante do pequeno arroubo artístico do meu aluninho querido. Eu já imaginava hordas de mães indignadas urrando com a direção sobre "a louca da professora de inglês que fica mostrando essas coisas para as crianças".
A poucas horas da apresentação, entretanto, não dava para fazer muita coisa. Passei assim mesmo. E nem foi tão ruim. Vovós acharam exótico, os pais acharam graça e as outras crianças lotaram minha sala para ver o famoso "Zé do Caixão". Foi divertido.
Nossa apresentação era sobre a história do cinema. Qual a maneira mais simples de fazer isso? Montamos uma salinha de projeção simulando uma sala de cinema mesmo, com pipoca, bilheteria e pôsteres. O filme em quastão seria um apanhado com cenas de filmes famosos organizada por um dos alunos, um garoto de 12 anos que discute Almodóvar comigo.
Eu moro a cerca de 150 km de distância da escola, e por isso apareço lá uma vez por semana e só. Uma semana antes pedi para ver o filme e ele me disse que ainda não estava pronto. Só consegui vê-lo na véspera da apresentação, e aí descobri que a obra prima começa assim:
Depois ainda tinha O Exorcista com direito a Regan rodando a cabeça e tudo. Levando em consideração que estamos falando de uma feira cultural de escola, os coleguinhas podem imaginar a apreensão de tia Paula diante do pequeno arroubo artístico do meu aluninho querido. Eu já imaginava hordas de mães indignadas urrando com a direção sobre "a louca da professora de inglês que fica mostrando essas coisas para as crianças".
A poucas horas da apresentação, entretanto, não dava para fazer muita coisa. Passei assim mesmo. E nem foi tão ruim. Vovós acharam exótico, os pais acharam graça e as outras crianças lotaram minha sala para ver o famoso "Zé do Caixão". Foi divertido.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Vovó Zilda
Imperialistas feios, bobos, cabeça de melão
Prova do primeiro colegial. O texto, tirado da wikipedia e devidamente "adaptado" por mim (o que significa "colocado num inglês compatível com o de uma criança de seis anos") falava sobre os Astecas.
Pergunta: Quem foi o responsável pelo fim do império asteca?
Respostas: Os americanos.
Preguiça de ler tem limite, viu?
Pergunta: Quem foi o responsável pelo fim do império asteca?
Respostas: Os americanos.
Preguiça de ler tem limite, viu?
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