“Fulaninho é inteligente, só que é vagabundo.”
Sinto informar, mas você se fodeu, fulaninho. Imagina se o Einstein fosse vagabundo. Passaria suas manhãs de sábado coçando o saco ou as noites no bar enchendo a cara e pegando doenças venéreas, ao invés de desenvolver a teoria da relatividade. Se o cidadão é, portanto, reconhecidamente inteligente (não importa como foi feito esse reconhecimento), ser vagabundo só vai provar que a inteligência dele não serve pra coisa nenhuma e portanto não faria diferença se ele fosse burro.
“Fulaninho nunca gostou de estudar, nem foi para faculdade, e olha aí: se deu bem na vida.”
Quantas pessoas você conhece para encaixar nesse exemplo? O suficiente para tornar isso uma regra? Não, né? Então não vale. E aposto que quem quer você coloque aí é inteligente e nem um pouco preguiçoso. Ou absolutamente sortudo, tipo a Victoria Beckham.
“Fulaninho nunca precisou estudar para passar em prova nenhuma.”
Opção a) Fulaninho está na sexta série.
Opção b) Fulaninho estuda ou se formou em alguma UniEsquina da vida.
Porque se o fulaninho resolver passar numa faculdade decente e concluir o curso, ele vai ter que sentar a bunda na cadeira em algum momento.
“Não existe gente burra.”
Ah, existe. E como. Gente que não acha importante ouvir música decente, ler livros de verdade (não “Código da Vinci” ou “Violetas na Janela”), escrever direito... E isso não é ignorância não, seria ignorância se o cidadão não tivesse acesso a coisas melhores. Conheço dezenas de pessoas que têm acesso e preferem acompanhar a novela. Isso é burrice.
“Fulaninho vai mal na matéria porque odeia o professor.”
Talvez. Mas a chance de ele ir mal na matéria por ser burro e vagabundo é infinitamente maior.
